A Escrita e a Leitura no hipertexto e Hipermídia
Colégio Estadual Criança Esperança
Palmas-To
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Desde a popularização da informática e agora, com o crescente acesso às novas mídias, toda a classe social tem, cada vez mais, acesso à tecnologia de ponta e, principalmente à Internet. É inevitável que a escola sofra influências que demandam por mudanças desde a alfabetização até a universidade, processo natural, já que as crianças chegam desde cedo com saberes e formas de aprender diferenciado do que se tinha até pouco tempo. Já não se pode conceber hoje um processo de ensino e aprendizagem onde não se utilize de materiais estáticos e eletrônicos, havendo necessidade do convívio entre as antigas e novas tecnologias. Decorre daí mudanças no processo educacional que deverão ocorrer, embora lentamente, pois a escola ainda tem um grande caminho a percorrer, para que se avaliem, na prática, os prós e os contras da inserção da cultura digital como prática pedagógica. Como ocorreu com a disseminação da tecnologia da escrita que provocou profundas transformações na prática educativa, ocorre hoje o mesmo com o hipertexto, cada vez mais popularizado e ganhando significado educativo. A escola deve buscar alternativas pedagógicas para lidar com o hipertexto, reconhecendo nele uma poderosa ferramenta de aprendizagem através da pesquisa, da construção cooperativa e interativa, através das bibliotecas e cursos virtuais, onde professores e alunos aprendem juntos. E toda essa troca de saberes, de cultura, implica em uma nova forma de ler e de escrever. A leitura se torna mais dinâmica, através das imagens e sons, possíveis de se escolher um mesmo assunto produzido por vários autores através dos inúmeros links dispostos nas páginas dos hipertextos e, dada à velocidade de acesso às informações, e troca de mensagens, principalmente através das salas de bate papo, surge uma nova escrita, adequada às necessidades dos interlocutores. No ambiente escolar, o computador e a Internet pode sim, estimular a leitura, dependendo do uso adequado desses recursos, porque tanto as tecnologias antigas quanto as modernas necessitam da intervenção consciente do professor para que se alcance resultados positivos diante da aprendizagem, da leitura e da escrita. Principalmente quanto a escrita, a escola deve fazer um trabalho com os alunos de forma que saibam separar o uso da escrita formal e prática dos meios virtuais da escrita na norma culta, necessária nos meios acadêmicos. O hipertexto pode ser bastante educativo na medida em que colocamos o indivíduo como interseção de vários mundos e culturas, através dos inúmeros links e nós. Onde se pode cortar, deslocar, mudar a ordem e introduzir a própria escrita em ambientes abertos à cooperação e troca de experiências. Tornando-se assim, subversivo, na medida em que deixa de lado a linearidade dos textos estáticos, que obrigam o leitor à leitura seqüencial, como ocorre em um livro literário, por exemplo. Ao mesmo tempo, a leitura apoiada por suportes virtuais pode trazer algumas dificuldades para o leitor, que vão desde o desconforto físico, diferente da leitura de uma revista impressa que pode ser feita mais comodamente, até as dificuldades causadas por hipertextos mal elaborados, com um amontoado de links sem um propósito mais significativo. Ou com esquemas de menu muito profundos, disponibilizando as informações debaixo de diversas páginas de menus, fazendo com que a navegação se torne cansativa e frustrante, obrigando o leitor a abandonar a página em busca de outras fontes. Outra característica interessante do hipertexto é a questão da autoria, que nos meios impressos é rígida, deixando o autor senhor absoluto das suas produções. Em uma leitura on-line, ocorrem profundas mudanças no trato produção, leitor-autoria, já que o leitor é livre e é instigado a todo o momento a buscar novas fontes de informações, através de cortes, mudanças na ordem dos textos, fazendo ligação de idéias e introdução de seus próprios conceitos, bastando para isso um clique em um link. Dessa forma, no hipertexto, tanto autor quanto leitor torna-se protagoniza dores na produção de conhecimentos. E o leitor, na maioria das vezes dá sentidos imediatos aos textos, antes inimagináveis ao autor. O que se torna impossível de ser feito na mídia impressa. Ocorrendo assim, a socialização de vários aspectos da realidade humana através das tecnologias de informação e de comunicação.
Por: Maria José Vilanova 09:00hs 08/06/2010